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Obra de Reis Leite explora história do Palácio dos Capitães Generais

Quarta-Feira, dia 07 de Novembro de 2012

A história do Palácio dos Capitães Generais, localizado no coração de Angra do Heroísmo, está agora numa obra da autoria de José Guilherme Reis Leite, cuja edição é da responsabilidade da Presidência do Governo Regional.

De acordo com uma nota introdutória de Luísa César, coordenadora dos Palácios da Presidência, "com mais de quatro séculos de existência, o Palácio dos Capitães Generais destaca-se no panorama patrimonial açoriano como um dos seus elementos mais importantes, quer do ponto de vista arquitetónico como histórico e simbólico".

Já de acordo com o historiador José Guilherme Reis Leite, também na obra, "este livro pretende contar a história de um dos mais importantes edifícios da cidade de Angra do Heroísmo".
O edifício foi, como indica a nota introdutória, "centro de instrução e de missionação, foco de resistência ao domínio filipino, no tempo dos jesuítas, adaptado a 'palácio do governo' e sede da unificação política e administrativa do arquipélago no período da capitania-geral dos Açores". Foi também "sede do governo da Regência de Portugal e Paço Real com D. Pedro IV e D Carlos I; sede da Presidência do Governo dos Açores e local de reunião do Conselho do Governo na Ilha Terceira, quando passa a propriedade da Região após a constitucionalização da autonomia política e administrativa dos Açores na sequência da revolução portuguesa do 25 de Abril de 1974".

 

A obra

Para além de explorar os vários períodos do percurso do edifício, desde o colégio da Companhia, passando pelo Palácio no Estado Novo e acabando no Desaparecimento do Governo Civil, o livro apresenta uma variada seleção de fotografias de obras de arte e também de momentos históricos.

Pode-se ver, por exemplo, o Presidente da República Craveiro Lopes a cumprimentar diversas individualidades locais durante a visita de 1957, ou um baile no palácio aquando da mesma visita. Também se pode assistir ao presidente do Conselho, Marcelo Caetano, a acenar pela janela quando visitou a ilha, em 1971, ou ver a descontração durante um jantar oferecido aos chefes de estado da França e Estados Unidos da América, quando acontecia a Cimeira Nixon-Pompidou.

Os vários períodos que viveu o Palácio dos Capitães Generais são olhados ao pormenor. Um dos capítulos debruça-se sobre o tempo do Estado Novo.

Fica-se a saber que, a 20 de abril de 1933, foi nomeado um novo governador, Joaquim Moniz de Sá Corte Real e Amaral, reitor do liceu. "Ele também se havia distinguido na resistência ao revoltosos, negando-se a entregar as chaves do liceu, e era um dos adeptos da nova ideologia", escreve Reis Leite. A tomada de posse, a dois de maio de 1933, foi em "apoteose", na sala grande do palácio. A obra parte desse momento para lembrar as visitas das grandes figuras do regime e os sinais daquele tempo que se desenrolaram pelos corredores do palácio.


Fonte: Diário Insular

http://www.diarioinsular.com/version/1.1/r14/?cmd=noticia&id=46153

 

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