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Notícias

Pico: vinho que nasce das pedras e é património da Humanidade

Segunda-Feira, dia 09 de Junho de 2014

Se há lugar onde seria improvável encontrar videiras e vinhos de qualidade é na ilha do Pico, nos Açores. É um milagre como o homem moldou a paisagem, quebrando as lajes de pedra vulcânica para plantar vinha, tendo de construir muretes para depois as proteger dos ventos marítimos. Uma verdadeira epopeia. É por isso que há dez anos a paisagem vinhateira do Pico foi classificada como Património Mundial da Humanidade.

Recentemente, um grupo de produtores e entidades ligadas ao vinho da ilha do Pico deslocou-se a Lisboa e promoveu uma prova seguida de um jantar, no 100 Maneiras. Foi um bom exercício para conhecer uma realidade nem sempre fácil, até porque estes vinhos não têm estado muito presentes no mercado do continente, talvez pela sua reduzida quantidade. Foi interessante perceber que no Pico há castas únicas e que se conseguem fazer licorosos até 17% de teor alcoólico sem adição de aguardente. Aqui ficam notas de alguns vinhos provados. Em breve iremos ao Pico e daremos notícias mais pormenorizadas.

Curral Atlantis Verdelho/Arinto 2013

Um vinho que conjuga notas florais com fruta madura, contido, muito fresco na boca com leves sugestões tropicais, acidez alta. Bom corpo, num conjunto harmonioso. Vinho gastronómico. Álcool: 14,5%. Produzido por Curral de Atlantis.

Arinto dos açores by António Maçanita 2013

Um vinho muito elegante, com notas delicadas de fruta no aroma. Na boca é vivo, com boa textura, boa acidez (para o mais do que para o menos), seco q.b. e com um perfil salino, num conjunto atraente e muito curioso. Tem 13,5% de álcool. Produzido por Fita Preta (António Maçanita).

Insula Private Selection Arinto dos Açores  2013

Feito de uvas da casta arinto. Aroma com notas minerais dominantes. Um pouco austero, com acidez (7,3 gr/l) viva e crocante (quase tipo espumante bruto) na boca em boa combinação com a fruta. Álcool: 13,5% e açúcar inferior a 0,6 g/l. Produtor: Insula Vinus.

Lagido licoroso reserva doce 2004

Tem uvas arinto dos Açores, verdelho e terrantez do Pico. A boa acidez casa bem com o açúcar e o vinho não é nada enjoativo. Vinho fresco, muito agradável na boca, com alguma complexidade. Álcool: 18%. Produtor: Coop. Vitivinícola da Ilha do Pico.

Curral Atlantis Verdelho 2013

Com 7,9 g/l de acidez total e  teor de açúcar inferior a 0,6 g/l foi o vinho mais seco provado. Uma secura agradável que torna este vinho muito apetitoso para casar com comidas com muita gordura.

Frei Gigante Reserva branco 2012

O vinho menos moderno de toda a prova entre os vinhos tranquilos. Aroma austero com notas resinosas. Na boca mostra fruta e alguma salinidade. Funciona bem com carne e alguma gordura. Álcool: 13,5%. Coop. Vitiv. da Ilha do Pico.

Czar licoroso superior meio-doce 2008

O produtor Fortunato Garcia faz este licoroso sem adição de aguardente de cor acastanhada, com notas de resina, licor de ervas. Corpo médio. Um vinho feito de verdelho, arinto dos Açores e terrantez do Pico. 18% de álcool. Diferente e interessante.

Lagido do Pico licoroso seco 2002

Não é um vinho nada fácil dada a sua secura e acidez. Algumas notas de frutos secos e na boca mostra-se algo violento num primeiro contacto. Depois começa a perceber-se. Tem 16,5% de teor alcoólico. Vai bem com aperitivos salgados ou queijos de sabor forte.

 

Fonte: jornal i

 

http://www.ionline.pt/artigos/mais/pico-vinho-nasce-das-pedras-patrimonio-da-humanidade/pag/-1

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