É necessário a instalação do Flash Player para conseguir visualizar correctamente esta página.
Clique aqui para mais informação.

Notícias

Fibras vegetais do artesanato dos Açores vão ser certificadas este ano

Sábado, dia 07 de Março de 2015

O Governo açoriano vai certificar este ano as fibras vegetais usadas como matéria-prima no artesanato regional com a marca coletiva Artesanato dos Açores, referiu à agência Lusa a diretora do Centro Regional de Artesanato dos Açores.

 “Esta é das nossas maiores áreas. Estamos na fase final da certificação das fibras vegetais e, ainda este ano, com certeza que irá sair a portaria para proteger estes produtos tão típicos das nossas ilhas”, declarou Sofia de Medeiros.

São consideradas fibras vegetais o junco, cana de bambu, espadana, vime, dragoeiro, folhado e palha de trigo, entre outras matérias que constituíram um dos primeiros recursos naturais ao alcance dos povoadores dos Açores.

A área das fibras vegetais é “gigantesca, abrangendo todas as ilhas”, como explica Sofia de Medeiros, que refere que o processo de certificação teve início em 2013, com a fase de investigação, ou seja, o levantamento histórico e etnográfico, visando apurar o que tinha consistência para avançar.

A certificação dos produtos regionais “dá a garantia de se estar a consumir um produto de origem e de qualidade”, através da atribuição de um selo que é fornecido ao artesão, segundo a responsável pelo Centro Regional de Artesanato dos Açores.

Sofia de Medeiros considera que a certificação assegura, por outro lado, que o produto é genuíno, promovendo a sua projeção e internacionalização, o que considera “extremamente importante”.

Já foram certificados 16 produtos com a marca Artesanato dos Açores desde que o processo arrancou, em 1998.

A Portaria n.º 89/1998 de 3 de dezembro criou a marca coletiva de certificação Artesanato dos Açores para os produtos tradicionalmente manufaturados na região.

Os bordados típicos do arquipélago deram início ao processo de certificação, que incluiu o bordado a palha, da ilha do Faial, o bordado a matiz, de São Miguel, e o bordado a branco, da Terceira e Graciosa, segundo Sofia de Medeiros.

As rendas, a tecelagem, os figueiros, o registo do Santo Cristo, os bolos lêvedos, a escama de peixe e a doçaria regional constituem, de acordo a responsável pelo artesanato regional, outros dos produtos certificados.

No âmbito da doçaria está incluída a queijada de Vila Franca do Campo, em São Miguel, o bolo Dona Amélia, da ilha Terceira, a queijada da Graciosa, as espécies, de São Jorge, e os biscoitos de orelha, de Santa Maria.

Estão ainda certificados a cerâmica da região (que inclui as subáreas faiança, olaria, azulejaria e a cerâmica figurativa), o alfenim, um doce caraterístico do Espírito Santo na Terceira e Graciosa, e os presépios de lapinha.

No arquipélago foi criado o Sistema de Incentivos para o Desenvolvimento do Artesanato dos Açores (SIDART), que determina a concessão de subsídios não reembolsáveis e que visa promover o desenvolvimento sustentável da atividade.

Podem beneficiar dos incentivos as pessoas que individualmente ou em parceria, com ou sem natureza comercial, desenvolvam uma atividade artesanal e associações de artesãos.

 

Fonte: Açoreano Oriental

http://www.acorianooriental.pt/noticia/fibras-vegetais-do-artesanato-dos-acores-vao-ser-certificadas-este-ano




Quiosques de Turismo




Recomendar este sítio a um amigo Copyright © Via Oceânica 2008 - Todos os direitos reservados