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Turismo “pode alavancar todos os outros sectores da economia açoriana”

Quinta-Feira, dia 12 de Novembro de 2015

O responsável pelo Observatório do Turismo dos Açores, Carlos Santos, afirmou ontem numa conferência Redunicre, realizada em Ponta Delgada, que a nova fase do turismo nos Açores, que se iniciou este ano com a abertura do espaço aéreo às ‘low cost’ , “representa uma mudança estrutural na economia dos Açores. Representa o crescimento de um novo sector de actividade, o turismo, que poderá alavancar todos os restantes sectores numa dinâmica de crescimento sustentável da Região”.
Esta “é uma segunda janela de oportunidades”, afirmou antes de avisar que “é muito importante que as pessoas reconheçam que esta nova fase representa “uma mudança estrutural nos Açores”.
Em sua opinião, “tem havido algumas afirmações por parte de pessoas responsáveis, parceiros envolvidos no sector turístico da Região, de que “vamos ver o que é que vai dar” esta nova experiência das ‘low cost’. Ora, prosseguiu Carlos Santos, “esta não deve ser a nossa atitude. A atitude correcta, face a esta mudança estrutural, é abraçarmos de corpo e alma esta oportunidade para que ela cresça com ligações para outros mercados de origem e crie mais oportunidades”.
O responsável pelo Observatório de Turismo dos Açores admite que as épocas baixas, no turismo, “são mais difíceis de preencher” mas mostrou-se convencido de que “elas se vão preencher quando se criar a tal dinâmica de mercado. O que interessa, sobretudo neste momento, e a exemplo do que sucedeu em outras regiões do mundo, é que as épocas altas e intermédias possam aumentar” e a época baixa “deixe de ser o nosso calcanhar de Aquiles”, afirmou.
Defendeu a criação de um cluster de turismo nos Açores “que promova a inter relação entre os vários sectores da economia.”
O que está menos bem na oferta turística
Baseando-se em dois mil comentários no ‘Booking.com’ e na ‘TripAdviser’, Carlos Santos disse haver “uma base continuada de satisfação” dos turistas que visitam os Açores. Este grau de satisfação, em sua opinião, “tem vindo a aumentar. No entanto existem aspectos a melhorar”.
Fica evidente pelas críticas na internet dos turistas que visitam os Açores que a Região tem problemas ao nível das acessibilidades, sinalização e estacionamentos. Há, igualmente, muitos comentários negativos sobre a cobertura da internet nas áreas comuns de unidades de alojamento (os novos turistas querem internet fácil e, de preferência, gratuita). Mas o top dos comentários negativos vai para as camas, mesinhas de cabeceira e cofres das unidades de alojamento.
Aliás, é visível que, com as ‘low cost’, a procura do alojamento local nos Açores cresceu de uma forma exponencial. Mas, avisa Carlos Santos, “tem de haver um certo cuidado na medida em que todo aquele alojamento que não tenha qualidade e conforto será eliminado pelo mercado”.
Ao nível gastronómico, se a nossa carne é de qualidade e está disponível nos restaurantes, o mesmo não se pode dizer do peixe que é pescado “do lado de fora da porta” das ilhas. Isto porque, no entender de Carlos Santos, “a exportação crescente de peixe deixa os restaurantes micaelenses sem peixe fresco e de qualidade”.
O presidente do Observatório do Turismo deixou outras preocupações. Disse que “temos de ter uma animação nocturna variada e controlada” na cidade de Ponta Delgada, isto porque, em seu entender, “há uma grande sede por animação nocturna” na maior cidade açoriana.
Ao longo da sua intervenção, Carlo Santos fez, mais do que uma vez, referência à necessidade de, com o aumento do fluxo de turistas, haver a exigência de uma preocupação constante com a defesa e salvaguarda dos locais mais sensíveis da paisagem micaelense e açoriana. Afirmou que se concentrou, mormente nas telenovelas, a promoção turística em apenas alguns locais que praticamente todos os turistas nacionais querem visitar, criando-se, assim, grandes concentrações “em locais frágeis do ponto de vista ambiental”. Esta, em seu entender, deve constituir-se como “uma grande preocupação”.
“Tem de haver mesmo uma protecção ambiental dos locais sujeitos a maiores pressões dos turistas”, defendeu, para depois se mostrar apologosta de uma “cultura pró-turismo por parte dos locais”.
Soluções Unicre propiciam competitividade
Um dos responsáveis da Unicre, Gonçalo Lopes, disse, durante o seminário “não ter dúvidas do sucesso dos negócios turísticos” na Região e deixou claro que a empresa “pode dar o seu contributo” através das novas tecnologias que dispõe. Falou, a propósito, das soluções Unicre mais viradas para os turistas que têm melhorado a competitividade dos destinos turísticos.
Foram apresentações que “permitem ter soluções para o desenvolvimento dos negócios nesta altura tão importante para os Açores com o crescimento do turismo que temos vindo a observar”, referiram os responsáveis da Unicre que vai atingir os 400 milhões de transacções no final deste ano.
Renato Leite, da Global Blue, analisou, depois, as tendências do turismo e os seus reflexos no consumo.
A conferência encerrou com a intervenção do presidente do conselho de administração da Unicre, Luís Flores, que abordou, de uma forma genérica, as oportunidades que o turismo açoriano poderá ter com as soluções disponibilizadas pela empresa.

 

 

 

Fonte: Correio dos Açores;

http://www.correiodosacores.info/index.php/destaque-principal/17276-turismo-pode-alavancar-todos-os-outros-sectores-da-economia-acoriana




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