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Investigador revela que chá dos Açores não tem químicos e é mais rico em antioxidantes

Terça-Feira, dia 14 de Junho de 2016

O chá dos Açores é mais rico em antioxidantes dos que cerca de 20 chás de todo o mundo identificados pelo investigador José Baptista. Além disso, o chá dos Açores não contém químicos, dado que a cultura em São Miguel não tem pragas agrícolas. 

As conclusões constam do livro “Chá dos Açores” que vai ser lançado hoje, pelas 19 horas na Biblioteca Municipal Daniel de Sá, na Ribeira Grande, com coordenação de Virgílio Vieira, Presidente da Direcção da Confraria do Chá Porto Formoso.

O responsável pela obra explica que foram comparados 20 chás verdes mais consumidos a nível mundial, desde o dos Açores aos do Japão, China e Ceilão, “e conseguiu-se chegar à conclusão que o chá dos Açores é mais rico em antioxidantes e, à partida, o nosso não tem químicos porque como não tem pragas agrícolas, não precisamos de usar produtos químicos, logo torna-se uma mais-valia para o chá dos Açores”.

As conclusões estão devidamente fundamentadas no livro e farão parte da apresentação feita logo à noite pelo investigador José Baptista que “irá explicar porque é que um é melhor do que outro e mesmo as diferenças entre o chá verde e o chá preto”. Até porque, há pessoas que podem ser mais susceptíveis a um tipo de chá do que a outro.

Virgílio Vieira explica que “o professor José Baptista chegou à conclusão que uma pessoa sensível à cafeína, se passar pela primeira água e deitar fora, retira percentagem de cafeína e fica um chá light e assim podemos bebê-lo quente ou frio durante o dia. Assim consegue-se ter um bom produto para a saúde”.

O livro “Chá dos Açores” é composto por 23 capítulos e um deles está dedicado ao futuro desta cultura em São Miguel, da responsabilidade da professora da Universidade do Minho, Sun Lam. Virgílio Vieira explica que se pretende prever “que futuro tem o chá dos Açores hoje, nesta panóplia de problemas ligados ao sector agro-industrial sobretudo nos Açores”. O presidente da Confraria do Chá do Porto Formoso acredita que a cultura do chá pode ser uma alternativa em São Miguel “que nos pode fornecer uma alternativa viável ou economicamente viável no ponto de vista de continuidade da produção e apostar sobretudo numa marca verde na chamada economia verde. Assim fazemos a promoção do chá como produto dos Açores, como um bom produto dos Açores”, refere.

Livro celebra 10 anos de Confraria

O livro “Chá dos Açores”, destina-se ao público em geral, apesar de conter o “rigor científico, histórico, cultural e que também tenta transmitir as tradições e os valores inerentes a este património cultural, material e imaterial do chá relacionado com São Miguel, que faz do chá dos Açores um produto único da Europa”.

Com este livro pretende-se assinalar não só os 10 anos de Confraria do Chá do Porto Formoso mas também salvaguardar a memória colectiva de uma cultura que chegou a ter 39 fábricas em São Miguel e uma na Horta, e divulgar o chá dos Açores nas suas mais variadas vertentes. Por isso o livro está dividido em 23 capítulos onde são abordadas as questões relacionadas com a vertente económica, cultural, social e mesmo gastronómica do chá dos Açores. 

“Temos um capítulo dedicado à gastronomia, desde os doces aos cocktails de chá. De facto o chá, que deriva da Camellia Sinensis, é a segunda bebida mais consumida a nível mundial, a seguir à água. É importante pelas suas propriedades organolépticas, tem um baixo custo, tem efeitos estimulantes e tem sobretudo efeitos benéficos para a saúde humana e antioxidantes que nos permitem evitar as chamadas doenças da sociedade ocidental, nomeadamente problemas cardio-vasculares e cancerígenos”, explica Virgílio Vieira que afirma que nos Açores “temos um produto único na Europa”, e que ainda mantém duas fábricas no activo.

Outro dos capítulos abordados é a História do chá nos Açores, “que fala da chegada da planta aos Açores, depois viajamos com ele de Oriente para Ocidente, nomeadamente até aos Açores, aprendemos quais as características do solo, porque há um capítulo dedicado ao estudo morfológico do solo, ao seu clima. Qual a maneira da sua cultura em São Miguel, conhecemos quais os passos de transformação das folhas de chá”, acrescenta Virgílio Vieira.

O Presidente da Confraria do Chá do Porto Formoso revela ainda que há outros capítulos dedicados “à potencialidade de produção do chá, a variedade, a riqueza da composição química do próprio chá, descodificamos a folha de chá e sabemos porque o chá açoriano é melhor que muitos dos outros a nível mundial, derivado à composição química ao nível de antioxidantes e ao não uso de químicos”. 

A sua importância na dieta também é uma questão abordada no livro, que procura dar a conhecer “quais as verdades e mitos para fazer com que o chá seja útil na nossa dieta, na nossa saúde”. Há ainda a história das fábricas de chá, onde se inclui também um capítulo dedicado à apanhadeira do chá, como é que se vestia no século XIX e XX, e a reconstituição da apanha do chá na fábrica de chá Porto Formoso. 

Há também a questão da cultura ligada ao chá, em que são apontados exemplos da presença do chá no cancioneiro, no teatro, na literatura e na pintura, nomeadamente através da capa, do pintor Tomaz Borba Vieira a partir da obra Chá Seara, de Francisco Álvares Cabral. 

O livro “Chá dos Açores” será apresentado logo, pelas 19 horas na Biblioteca Municipal Daniel de Sá, na Ribeira Grande, contando com um momento musical promovido pelo Grupo Folclórico do Porto Formoso. 

 

 

Fonte: Correio dos Açores

http://www.correiodosacores.info/index.php/regional/8-regional/21132-investigador-revela-que-cha-dos-acores-nao-tem-quimicos-e-e-mais-rico-em-antioxidantes

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