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Turista nacional é aquele que mais compra as frutas e recordações da ilha à venda no Mercado da Graça

Domingo, dia 14 de Agosto de 2016

Mais turistas, sinónimo de mais movimento na cidade de Ponta Delgada e o Mercado da Graça não foge à regra, ou não fosse um dos locais mais procurados por quem nos visita, por diversos motivos, desde logo movidos pela curiosidade de provarem as frutas e os legumes locais, de uma Região vulcânica. com esta procura, as vendas também estão em alta...

No topo das preferências está o ananás, desde sempre coroado “Rei das frutas” porque também demora mais de ano a crescer e as plantas são cultivadas em estufas de vidro caiado de branco e a terra destas estufas, chamada de “cama” tem de ser muito rica em matéria orgânica e é melhorada com folhagens trituradas de outas árvores.

Mas nesta época de maiores temperaturas, produtores e comerciantes queixam-se do calor que deixa as terras secas demais prejudicando o desenvolvimento de alguns legumes. Mesmo assim, “nesta época do ano produz-se mais meloas, melancias, bananas, pouca hortaliça porque a terra está muito seca, cenouras, repolhos, couves lombardas e batata-doce que já começa a aparecer”, confere André Oliveira, que com os seus 24 anos de idade deve ser o produtor mais jovem do Mercado.

Como curiosidade, refira-se que a cenoura leva mais tempo a crescer, o mesmo se passando com a batata-doce que demora cerca de 5/6 meses a desenvolver-se.

André Oliveira diz que “nota-se muito mais turistas no Mercado da Graça, mas o turista não compra porque normalmente janta fora. Pode comprar três ou quatro bananas para provar, maracujás, um ananás ou uma melancia, mas não é aquele cliente que compra para levar consigo”.

Sobre a cobertura do Mercado, refere que o Sol bate forte na zona onde está, “principalmente entre as 10h00 e as 11h30. Quando chove entra água e se for no Inverno, pior ainda”.

 

Se fosse fechado seria um hipermercado

Há mais tempo no Mercado da Graça está António Ledo, que vende “maracujás, melancias, ananases, pimentões, courgettes, tomates ou beringelas”, Mas é não só: “Vendo de tudo um pouco, nomeadamente ervas aromáticas, frutas legumes, frutos secos, pimentas moídas, doces, mel”.

Este comerciante confessou ao nosso jornal que foi para ali por influência do pai. Os tempos mudaram “e agora aparecem mais turistas”, realidade que tem motivado um aumento das vendas durante a semana e não só nos dias de mais afluência de pessoas (sextas e sábados).  

António Ledo, de 44 anos de idade, confere que “os turistas são curiosos e perguntam se podem provar este ou aquele produto, com a meloa de Santa Maria a estar no topo das preferências. No entanto acabam por gostar de tudo um pouco com especial preponderância para o ananás”.

Acerca da cobertura do Mercado da Graça tem uma opinião diferente. “Sou do tempo em que não havia cobertura e apanhava-se água, e isto agora está muito bom para aquilo que estava há uns anos atrás. Sei que tem havido reclamações por causa do Sol e de alguma água que chega a entrar, mas um mercado é isto mesmo e não pode ser totalmente fechado senão teríamos um hipermercado”.

Mais disse que “o turista prova e compra, ao contrário do Continental que prova e, por vezes, fala mal”.

 

“Sempre fui contra”

Um pouco ao lado encontramos Miguel Medeiros, de 55 anos de idade. “Estou aqui há 49 anos e sempre estive aqui”, começou por dizer à nossa reportagem, explicando que “nesta altura do ano, com este calor, o que se produz é pouco ou nada. A couve-flor e os brócolos vêm de fora, mas temos alfaces produzidas por alguns colegas, entre eles, o Mário Ledo, que se vende muito, mas o tempo não permite que outras espécies se desenvolvam como por exemplo o agrião. Por outro lado, as ervas aromáticas estão a singrar”.

Destaque ainda para a uva de cheiro que Miguel Medeiros vende por 2.99 Euros ao quilo.

Questionado sobre a presença de mais turistas, entende que essa tem sido uma realidade nos últimos meses. “De facto, temos vindo a constatar a presença de mais turistas aqui no Mercado, mas é um turismo que quer gastar pouco dinheiro, ou seja, só vê e não compra, e se comprar é só uma banana ou um pêssego. O turista do Continente leva sempre cinco ou seis ananases, e se vendêssemos a anona agora também vendia-se”.

Miguel Medeiros diz-se “suspeito” por ter sido sempre “contra a edificação da cobertura no Mercado da Graça. Toda a coisa que é mal feita fica sempre mal, embora já tivessem reparado esta cobertura algumas vezes”.

“Não se podia mexer na cobertura durante alguns anos, mas no entanto já se repintou a estrutura mais do que uma vez e a ferrugem continua”.

 

“Temos de nos amanhar”

Costuma-se dizer que a idade é um posto e os 80 anos de José da Costa Cabral não se notam. Divertido e conversador começou logo por dizer que tinha aquela idade mais sete. Sete anos? “Não, sete meses”, respondeu.

José da Costa Cabral está há 32 anos no Mercado. “Não sou produtor nem agricultor, sou apenas um colaborador que vende batatas. A batata vende-se pouco, há muita gente com batata porque estamos na época da sua produção”.

De facto, a batata está baratíssima no Mercado da Graça. Por exemplo, José da Costa Cabral vende uma saca de 20 quilos por cinco ou seis Euros. “Noutros locais é quase o dobro”.

Segundo o nosso interlocutor, “pouco a pouco os turistas passam por aí, uns fazem perguntas e outros, é só passear”.

Sem dizer que é do tempo que não havia cobertura, fez questão de opinar: “Temos que nos amanhar com isso que está aí feito e doutra maneira não pode ser. Queixar, toda agente se queixa, mas ninguém dá ideias”.

 

 

Vendas aumentaram

Sem ser produtor ou agricultor, André Faria representa uma das lojas de souvenirs do Mercado da Graça, naquele que é “um negócio de família”.

Este jovem de 27 anos de idade sublinha que “desde que as low cost começaram a operar na Região que temos notado um acréscimo de pessoas aqui no Mercado da Graça com claros benefícios nas nossas vendas que aumentaram principalmente no Verão”.

“Sexta e sábado vende-se sempre mais, mas ainda assim e durante a semana há sempre um dia ou outro que é mais forte”.

Com recordações para todos os gostos, o souvenir mais procurado são as camisolas que se podem estampar na hora, com expressões e dizeres populares, entre eles, “Açores – Um dia 4 Estações”.

Cada T-Shirt de adulto custa 12.50 Euros e de criança 7 Euros.

Para além das T-Shirts surgem as bonecas personalizadas e ursos, toalhas, entre outras recordações.

 

Fonte: Correio dos Açores

http://www.correiodosacores.info/index.php/regional/8-regional/22100-turista-nacional-e-aquele-que-mais-compra-as-frutas-e-recordacoes-da-ilha-a-venda-no-mercado-da-graca




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