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Notícias

Açores são um oásis para os mergulhadores

Terça-Feira, dia 10 de Maio de 2011

REPORTAGEM sobre mergulhar nos Açores, da autoria de Nuno Sá, é capa da edição de maio da revista "X-Ray Mag"

Os Açores foram mais uma vez destacados na imprensa internacional. Agora a revista dinamarquesa online especialista em mergulho "X-Ray Mag" faz capa de uma reportagem do fotógrafo subaquático Nuno Sá sobre a riqueza e a beleza dos mares do arquipélago. 

  Vinte páginas é o espaço que a revista gratuita online "X-Ray Mag - International Lifestyle Magazine for Divers" dedica a uma reportagem sobre o mergulho nos Açores.

  O trabalho, da autoria de Nuno Sá, fotógrafo subaquático colaborador da National Geographic, é tema de capa da edição deste mês da revista dinamarquesa.

  "An Oasis in the Atlantic - Azores" é o título desta reportagem em que Nuno Sá dá conta da sua experiência no mar rico dos Açores.

  "Já passam quase 15 anos desde a minha primeira visita aos Açores. Nessa altura, estudava Direito e essa foi a minha primeira viagem de mergulho, tendo registado todos os oito mergulhos no meu diário novo em folha. Seis anos depois, estava a viver nos Açores. Viajei e mergulhei em muitos lugares remotos, África, Austrália, Ásia ... mas um lugar nunca me saiu da cabeça - essas nove pequenas ilhas que resistiram sozinhas no meio do Atlântico", escreve Nuno Sá.

  O fotógrafo subaquático começa assim o texto em que descreve os cinco anos de mergulhos no arquipélago, que já lhe permitiram estar perto "do maior animal do mundo, a majestosa baleia azul", de orcas, cachalotes, golfinhos, tartarugas, tubarões, raias, tubarões-baleia, "e muitas outras criaturas fascinantes".
  No entanto, garante, nunca os segredos dos mares dos Açores serão todos descobertos, ainda que cada vez mais mergulhadores tenham conhecimento deste lugar, sobretudo através de sites da especialidade.
  "Localizadas no meio do Oceano Atlântico, quase a meio caminho entre os EUA e a Europa, os Açores são, para muitas espécies que anualmente se aventuram nas migrações atlânticas, um pequeno oásis no meio de um deserto azul", continua o fotógrafo de natureza.

  Segundo Nuno Sá, os mares do arquipélago têm ainda a particularidade de receberem correntes de águas frias e de nutrientes, bem como ramificações de águas quentes do sul, o que cria uma explosão de vida todos os anos a partir da primavera.

 PÉROLAS ATLÂNTICAS

  Ao longo do artigo, Nuno Sá vai fazendo a descrição do mar de cada um das ilhas. "As ilhas são tão diferentes umas das outras que se torna difícil descrevê-las como um todo. Em comum têm a paz e o silêncio, paisagens vulcânicas de cortar a respiração, e vacas por todo o lado - incluindo nas estradas!", escreve o mergulhador.
  As diferenças mantêm-se mesmo debaixo de água, sobretudo quando o mergulho é junto à costa. Tratando-se de ilhas de origem vulcânica, escreve Nuno Sá, as formações de pedra debaixo de água podem ser impressionantes, com grandes arcos originados por fluxos antigos de lava e com grutas profundas com ligação a várias câmaras.
  A típica vida marinha, descreve, inclui garoupas escuras, peixes-porco curiosos, diversas espécies de nudibrânquios, moreias e polvos escondidos entre as rochas. 

 Ainda assim, adianta, o que distingue os Açores, o que faz do arquipélago um destino único para o mergulho, são as grandes espécies pelágicas.

 Particularizando, Nuno Sá refere que visitar a beleza do grupo ocidental não é uma só uma experiência única do ponto de vista subaquático, mas também pelas suas paisagens de cortar a respiração. As Flores podem ser descritas como um Hawaii no Atlântico, e o Corvo tem uma das paisagens mais únicas do mundo.
  É no Corvo que existe o Caneiro dos Meros, onde se pode nadar também com garoupas. Nas Flores, há a Gruta do Galo, "um mergulho numa gruta magnífica que termina  no mar debaixo de uma cascata de água fresca".
  No grupo central, são as ilhas do Pico e Faial as mais visitadas pelos mergulhadores, repara Nuno Sá. 
  É aqui que se pode visitar o Banco Princesa Alice e onde se pode nadar com tubarões-azuis em alto mar.
  "Apenas alguns minutos depois de o contentor com isco tocar a água, sombras subtis emergem de centenas de metros de profundidade, diretamente para a superfície. Cuidadosos e esquivos a princípio, estes predadores do oceano fundo são extremamente curiosos, aproximando-se e inspecionando cada mergulhador", descreve o fotógrafo.
  Ainda assim, também na Graciosa e na Terceira se podem fazer bons mergulhos, sobretudo do ponto de vista arqueológico e de naufrágio.

 Sobre o grupo oriental, Nuno Sá refere que Santa Maria será talvez o "segredo mais bem guardado do arquipélago". É aí que se encontram os tubarões-baleia.

  O fotógrafo subaquático dá ainda nesta reportagem algumas dicas sobre quando visitar e como cá chegar. O artigo pode ser consultado emhttp://www.xray-mag.com.

 

 Fonte: Diário Insular, 10-05-2011

 http://www.diarioinsular.com/

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