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Flores - o trunfo da agricultura

Quarta-Feira, dia 31 de Agosto de 2011

A Ilha das Flores é certamente uma ilha de belezas naturais sui generis que supera qualquer procura de natureza que façamos fora dos Açores.
Todavia é um espaço condenado ao despovoamento e onde se sente de forma profunda a chamada dupla-insularidade.
É uma Ilha que depende quase em exclusivo do seu sistema Agro-Rural que apresenta especificidades muito próprias e que merece uma resposta política também muita própria de reconhecimento, valorização e promoção.
O sistema produtivo agrícola encontra-se em estado de latente, pois deveria destacar-se por assegurar um relevante complemento de rendimento a muitas famílias, evidenciar uma multifuncionalidade agrícola que ultrapassa os aspectos financeiros e produtivos, manifestando-se, também, no turismo, na estética paisagística e na biodiversidade, contribuir para a auto-sustentabilidade alimentar e suportar e promover o surgimento de outras actividades económicas.
Perante estas perspectivas, é necessário criarem-se atitudes públicas de desenvolvimento local ajustadas à Ilha das Flores quebrando-se a dormência política e aplicação de medidas que pela sua generalidade têm implicações cegas.
Tenho vindo a defender que importa estabelecer-se um Plano Agro-Rural para cada uma das Ilhas que considere os constrangimentos e as potencialidades de cada uma em matéria Agro-Rural. A Ilha das Flores pelo seu acentuado despovoamento e envelhecimento tem urgência.
Um plano que afirme actuações íntegras e integradoras das várias actividades Agro-Rurais no âmbito do diálogo e da cooperação.
Como tal, defendo, em paralelo, a existência de um Conselho Agro-Rural em cada Ilha, capaz de inter-relacionar ideias e projectar um progresso sustentável. Ou seja, um desenvolvimento debaixo para cima e de dentro para fora.
Contudo, a realidade é outra. Verifica-se a descoordenação de acções políticas em matéria agrícola.
As medidas são avulsas e não contemplam os vários segmentos da agricultura nem consubstanciam a existência de um conjunto de intervenções públicas coordenadas para a Ilha das Flores.
É preciso reconhecer que a agricultura na Ilha das Flores assume-se como um “importante factor de sustentabilidade com valor humanizante”.
Tal constatação deve-se à forte dependência económica da agricultura mas, sobretudo, porque é a única que pode contribuir para fixar as pessoas e fornecer a atractividade e a matéria-prima para o surgimento de outras actividades económicas, numa Ilha que padece de envelhecimento e despovoamento. 
A agricultura nas Flores, em particular, é um trunfo.

 

Fonte: A União, 31-08-2011

http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=25065




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