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Casas dos Açores são pilar fundamental nas relações com as comunidades

Sexta-Feira, dia 16 de Setembro de 2011

O Secretário Regional da Presidência afirmou hoje que “as casas dos Açores no Brasil, Estados Unidos, Canadá e Portugal Continental, mais de uma dezena no total, constituem-se como pilares fundamentais, quer da relação do Governo dos Açores com as comunidades, quer da defesa dos interesses da Região junto dos países de acolhimento, numa função de proto-consulados destas ilhas”.

André Bradford, que falava na 16ª Conferência Internacional Metropolis que decorre em Ponta delgada, no painel dedicado à “Manutenção das Relações com as Diásporas”, explicou que o “prefixo “proto” aparece porque sendo os Açores uma Região Autónoma de um Estado que Constitucionalmente se define como unitário, a sua acção externa está limitada às grandes orientações da República e, por via disso não tem prerrogativas de representação externa própria”.

O governante adianta, contudo, que, neste contexto, “a dimensão, o dinamismo e a credibilidade” das comunidades açorianas, no âmbito da diáspora portuguesa na América do Norte “são de tal ordem e evidência que não será abusivo considerar-se que há uma tendência de facto para se reconhecer aos Açores e às instituições com eles relacionadas um estatuto de relevância própria”.

André Bradford destacou o “papel da actividade das Casas dos Açores” que, considera, “são hoje mais actuantes, mais qualificadas, mais conscientes e mais despertas para uma função de instâncias de representação”.

O Governo dos Açores, segundo o Secretário Regional da Presidência, no desenvolvimento da sua actividade junto das comunidades da diáspora, “tem insistido da definição de uma Agenda Comum das Casas dos Açores no mundo”, acrescentando que esse esforço aponta no sentido de “harmonizar a actuação destas organizações, estabelecendo uma actuação conjunta na formação de vontade e disponibilidade junto dos países de acolhimento em relação a matérias relacionadas com os Açores”, entre as quais, sublinha, se encontram “as trocas comerciais e o investimento externo” nos Açores.

André Bradford, acerca das relações que o Governo dos Açores tem estabelecido com instituições dos países onde se situa a diáspora açoriana, destacou o “desenvolvimento gradual de um processo de institucionalização das relações políticas entre a Região e os órgãos de governo estadual”, como são os casos da “Califórnia, Massachusetts e Rhode Island”, com quem já foram estabelecidos  “acordos de parceria e cooperação, em sectores de interesse comum”.

O Governo dos Açores, para além de corresponder à diversidade da diáspora açoriana no mundo, de acordo com o governante, “mantém uma política activa de apoio público às suas iniciativas”, as quais se materializam em “diversos protocolos assinados com mais de cem instituições do Brasil, Bermuda, Canadá, Estados Unidos da América e Uruguai, nas áreas da cultura, economia, educação e apoio social”.

Através de uma linha regulamentada de apoios anuais, destinada a ajudar a financiar projectos relevantes, particularmente nos campos de preservação da língua e da cultura, André Bradford deu a conhecer que, “nos últimos anos”, o Governo dos Açores já “apoiou mais de dois mil projectos de âmbito cultural, dinamizados, não só por instituições e indivíduos das comunidades açorianas, mas também por aqueles oriundos dos Açores, que vão ao encontro dessas comunidades”.

A formação, segundo o responsável pela politica do Governo para as comunidades, tem sido outra preocupação que, assente na consciência de que “é um instrumento fundamental na transmissão da identidade cultural açoriana, bem como na promoção dos Açores”, o governo já contribuiu para a “formação de mais de dois mil dirigentes associativos, em cursos próprios realizados nos Açores, para que possam desenvolver qualificadamente as suas funções de transmissores da realidade açoriana”.

Mas o “processo de emigração nem sempre é sinónimo de sucesso”, lembra André Bradford, e por isso o Governo dos Açores, não descurando essa dura realidade, “tem tido também, e desde sempre, uma ponderação redobrada no que se refere ao apoio social, em parceria com instituições comunitárias e internacionais”, concluiu.

 

 

 

 

Fonte: Correio do Norte, 16-09-2011

 http://correionorte.com/governo-dos-acores/151162-gacs-casas-dos-acores-sao-pilar-fundamental-nas-relacoes-com-as-comunidades


 

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