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S. Miguel terá parque arqueológico em torno do naufrágio do Dori

Terça-Feira, dia 15 de Novembro de 2011

Será criado um Parque Arqueológico Subaquático na ilha de São Miguel, até ao final do presente ano, em torno do naufrágio do navio Dori, afundado no século passado.
O anúncio foi feito pelo director regional da Cultura, Jorge Bruno, durante a cerimónia de abertura da terceira edição do Encontro de Arqueologia das Ilhas da Macaronésia, que decorreu nos dias 13 e 14 últimos, no Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo, organizado pela Agência para o Desenvolvimento da Cultura nos Açores.

Passados sete anos da classificação da Baía de Angra como Parque Arqueológico Subaquático, onde foram criados dois núcleos visitáveis – Lidador e Cemitério das Âncoras –, que deu aos Açores o privilégio de ter o único do género a nível nacional, a região está a preparar a criação do seu segundo local desta feita em São Miguel.

Trata-se do espaço circundante ao naufrágio Dori, localizado a menos de cinco minutos de barco do porto de Ponta Delgada, na costa Sul da ilha, a menos de 130 metros de profundidade.  

O anúncio foi feito pelo director regional da Cultura, Jorge Bruno, no passado domingo, por ocasião da cerimónia de abertura do III Encontro de Arqueologia das Ilhas da Macaronésia, em Angra do Heroísmo.

“Já foi feito na região um importante trabalho de recolha de informação através de acções de impacte arqueológico, de intervenções arqueológicas de emergência ou de intervenções pontuais no terreno de carácter programado, que seguramente reverteram para o enriquecimento da Carta Arqueológica dos Açores”, afirmou o responsável pela pasta da Cultura.

Durante os dias 13 e 14 de Novembro, o auditório do Centro Cultural e de Congressos de Angra do Heroísmo (CCCAH) acolheu arqueólogos e outros especialistas dos mares e da história dos Açores, Madeira e Canárias, com o objectivo de partilhar conhecimentos e trocar experiências profissionais e pessoais na área.

Foram três painéis traçados no programa, denominados aos temas Arqueologia Subaquática; Arqueologia – Turismo e Inovação; e Arqueologia Terrestre, preenchidos com comunicações de Catarina Garcia, Carlos Alberto Loureiro, José Juan Guillén Medina, José António Bettencourt, Juan Carlos Hernandéz Marrero, Daniel Sousa, Iban Suarez Medina e Marco A. Moreno Benitez, Vicente Benitez Cabrera, Alexandre Jacinto, Ricardo Erasun Cirtés, Brígida Baptista, José de León Hernandez, N’Zinga Oliveira e, ainda, Francisco Maduro-Dias.

A organização da iniciativa esteve a cargo da Agência para o Desenvolvimento da Cultura nos Açores, no âmbito do projecto AqueoMac, em parceria com o Instituto Açoriano de Cultura e Cooperacion e Patrimonio Cultural de Gobierno de Canaria.

Luta “fácil”

Entretanto, “a União” contactou nomes ligados ao “Movimento para Preservação e Protecção do Naufrágio Dori”, criado o ano passado em São Miguel, cujo objectivo é alertar as entidades competentes regionais para a implementação de um Parque Arqueológico Subaquático nessa ilha, com fundamentação do património histórico-cultural e da sua correcta exploração através do turismo subaquático.

Carlos Paulos, empresário e instrutor de um centro de mergulho, na área há mais de duas décadas, manifesta o seu contentamento ao saber da notícia com um “bem-haja”.

“Não sei porque as entidades esperaram tanto tempo para reconhecer o potencial do núcleo e o seu papel no mercado do turismo subaquático”, declara.

O fundador do referido Movimento partilha da mesma opinião. Nuno Sá, fotógrafo profissional e mergulhador, diz-se satisfeito com a medida do Governo Regional e, acrescenta, espera que os trabalhos de implementação Parque Arqueológico Subaquático na Ilha de São Miguel possam estar completos no próximo ano de 2012.

Questionado sobre o grau de dificuldade para atrair as atenções dos governantes no sentido de sensibilizá-los para a importância da causa, o especialista em fotografia de vida selvagem marinha recorda que o primeiro contacto foi mantido com a Direcção Regional do Turismo.

“Não foi difícil argumentar para a compreensão da proposta”, conclui.

Exemplo de Angra “não deve ser seguido”

No que concerne à avaliação das actuais práticas de funcionamento no Parque Arqueológico Subaquático de Angra, e considerando a futura construção do Cais de Cruzeiros, Carlos Paulos é peremptório: “não é exemplo a seguir”.

“Não pode coexistir mergulho e pesca. O trabalho de promoção do turismo subaquático perde a sua credibilidade nos Açores quando os turistas e visitantes encontram pescadores em exercício nos núcleos visitáveis”, critica o empresário e instrutor de mergulho de uma empresa micaelense, acrescentando que, nesse aspecto, há muito a fazer para que a região seja dotada de mergulho de qualidade.

“Há que reservar e resguardar as zonas das acções comerciais. É importante também a colocação de bóias para atracar os barcos”, adverte.

No fundo há 40 anos

Recorrendo aos dados históricos disponíveis on-line no blog “Amigos do Dori”, a embarcação “comprova que o cargueiro Nigeriano DORI, originariamente, Edwin L Drake, é um Liberty-Ship construído durante a 2ª Guerra Mundial nos EUA e um dos poucos navios deste tipo a participar na operação de desembarque das tropas aliadas na Normandia”.

A mesma fonte indica que a sua construção data de 1943, em Baltimore, EUA, sendo o Edwin L Drake (DORI) “uma cópia idêntica de outros 2750 Liberty-Ship construídos entre 1941 e 1945 e que se tornaram o navio de design único mais reproduzido a nível mundial e símbolo da indústria de guerra norte-americana”.

Indica ainda que dos cerca de três mil Liberty Ships produzidos apenas duas centenas e que foram utilizados na “operação Overlord” (Junho de 1944).

Fonte: A Uniao, 15-11-2011

http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=26003




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