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China, Rússia e Alemanha vão fazer prospecção no mar dos Açores

Quarta-Feira, dia 16 de Novembro de 2011

Três países foram autorizados a realizar trabalhos de prospecção subaquática no mar dos Açores, tendo em vista procurar minerais preciosos, como o cobre, revelou hoje o director do departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

Ricardo Serrão Santos, que falava na Horta, Faial, numa palestra sobre 'Uso Sustentável do Mar', especificou que a Rússia, a China e a Alemanha são os países que já terão recebido autorização para efectuar prospeção subaquática no mar do arquipélago, junto às ilhas e à Dorsal Média Atlântica, situada a sul dos Açores.

«Estamos a acompanhar este processo com planos de conservação», afirmou o investigador, destacando que se trata de processos que exigem grandes cuidados.

Ricardo Serrão Santos frisou que «há um grande interesse neste momento» pela exploração comercial do fundo do mar, mesmo em locais de grandes profundidades, como acontece ao largo do arquipélago, onde estão situadas as fontes hidrotermais 'Lucky Strike', 'Menez Gwen' e 'Raibow'.

Nesse sentido, salientou que a exploração de cobre no mar profundo «é, neste momento, rentável» em zonas como o Oceano Pacífico, onde estão instaladas empresas a efectuar exploração mineral a cerca de mil metros de profundidade.

O director do Departamento de Oceanografia e Pescas defendeu, no entanto, que é necessário «compatibilizar as questões económicas e de exploração com a conservação desses ambientes» para evitar eventuais atentados ambientais nos locais de prospecção e exploração mineral.

O investigador recordou que a procura de cobre é tão grande, mesmo em Portugal, que quase todos os dias surgem notícias dando conta de «roubos de cabos» para comercializar o cobre.

A eventual prospecção mineral no mar dos Açores continua a gerar, no entanto, muitas dúvidas entre os cientistas e investigadores ligados ao sector, mas também no executivo regional.

Frederico Cardigos, director regional dos Assuntos do Mar, afirmou hoje que «é absolutamente determinante a utilização sustentável do mar» dos Açores, acrescentando que as autoridades açorianas conhecem «perfeitamente o enquadramento de algumas actividades que são realizadas, que têm níveis de sustentabilidade adequados», mas admitiu que são «necessários mais dados» para questões relacionadas com a prospecção do mar profundo.

A palestra hoje realizada na Horta, integrada nas comemorações do Dia Nacional do Mar, contou também com a participação de Steve Scott, investigador da Universidade de Toronto, no Canadá, e de Pierre-Marie Sarradin, do IFERMER, um instituto francês de investigação marinha.

Fonte: Revista Sol, 16-11-2011

http://sol.sapo.pt/inicio/Internacional/Interior.aspx?content_id=33958




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