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Por causa do programa ‘Hotel com voo incluído’: Hoteleiros açorianos acusam agentes de viagem nacionais de boicotarem o destino Açores

Sexta-Feira, dia 11 de Fevereiro de 2011

O Delegado da Associação de Hotéis de Portugal, nos Açores, Humberto Pavão, acusou ontem os agentes de viagens de agirem “em cartel” este Inverno no “boicote ao destino Açores” por causa do programa ‘Hotel com voo incluído’. Pavão sublinha mesmo que “até houve uma grande adesão não só de boicotar o programa em si, mas sim o Destino Açores. Foi uma situação lamentável (…)”. Correio dos Açores - A ocupação na hotelaria nos Açores voltou a cair 6,4% em Dezembro e as perspectivas para Janeiro deste ano ainda são Açores. Apesar do esforço que se fez com o programa ‘Hotel mais voo incluído’, a verdade é que o turismo está em queda na Região este Inverno. O que faltou em sua opinião? Humberto Pavão (Delegado da Associação de Hotéis de Portugal nos Açores) - A queda de número de dormidas verificada no mês de Dezembro 2010 é uma forte indicação de que a crise, essencialmente a nacional, está por tempo indeterminado, instalada. O mês de Janeiro 2011 já passou e tudo indica que quando as estatísticas oficiais saírem, vamos ter uma queda muito significativa em relação ao mês de Janeiro do ano de 2010. Os principais mercados emissores tradicionais dos Açores nos meses de inverno têm há dois anos a esta parte, sofrido quedas neste período devido a suspensão temporária e mesmo definitiva de algumas operações que asseguravam em anos anteriores uma ocupação aceitável das unidades hoteleiras. Em sua opinião fizeram-se as melhores opções com o programa ‘Hotel com voo incluído’? O programa ‘Hotel com voo incluído’ que teve uma adesão quase completa de todas as unidades de alojamento nos Açores ainda está a decorrer e só no final de Março poderemos fazer um balanço mais ou menos positivo desta operação. Dito isso, só não está sendo mais positivo porque o projecto, que teve o aval e apoio do Governo dos Açores, o apoio e organização da Câmara do Comércio dos Açores, a adesão maciça das unidades hoteleiras de todas as ilhas dos Açores, ou seja, um Projecto dos Açores, não foi acarinhado pelas Agencias de Viagens e Operadores Nacionais que unilateralmente e organizando-se em cartel, decidiram simplesmente boicotar esta iniciativa, usando pressupostos que no fundo não os prejudicavam mas que na realidade até os beneficiavam por se tratar de uma promoção massiva do destino, e pena foi que não se aproveitou mais e melhor a ideia do Destino que foi em criar uma nova forma de chegar aos clientes e mercado final.

Que dimensão tem as dificuldades porque estão a passar as unidades hoteleiras da Região? De que forma estão a gerir esta crise? Todos sabemos que nos Açores existe uma forte componente de sazonalidade no negócio e ocupação das unidades de alojamento. Trabalhamos o Verão para essencialmente sustentar a época baixa, que é cada vez mais longa. O desaparecimento definitivo de algumas operações nos meses de Inverno, juntamente com o crescimento da oferta que apareceu precisamente por existir essa procura nesses meses, levou-nos à situação que se encontra a hotelaria regional neste momento agravado com a crise económica mundial. O que agravou mais a situação, foi que os hotéis, ao terem operações ao longo de todo o ano, baixaram os seus preços para estes operadores. Agora que as operações suspenderam-se durante os meses de Inverno, é difícil os hotéis aumentarem as suas tarifas de modo que poderão tirar melhor proveito das receitas durante as épocas de maior procura. O mercado simplesmente não aceita nem comporta estes aumentos devido a forte concorrência dos outros destinos. Isso levou que a rentabilidade das unidades hoteleiras sofresse uma grande redução. Os custos aumentam, mas os proveitos não acompanham, acrescido do contra-cíclico dos reembolsos de incentivos e empréstimos bancários que foram necessários para construir os hotéis em tempo de maior procura e que estão se processando precisamente neste período de maior crise. Como foram grandes investimentos, todos os interessados neste processo, Governo, tanto Nacional como o Regional, bancos e instituições de crédito, como os próprios promotores estão desenvolvendo e procurando as melhores soluções para salvaguardar não só a sobrevivência e sustentabilidade das unidades, mas também tudo que está afecta às mesmas, nomeadamente a forte componente de emprego. Existem condições para, a partir de Março, haver uma subida no número de turistas a visitar os Açores? As perspectivas para os meses que se avizinham, são neste momento e de acordo com os contactos havidos entre as unidades hoteleiras, muito fracas. É verdade, no entanto, que a forma de reacção dos mercados no sentido de escolher o seu destino de férias modificou-se muito nos últimos anos e só se escolha muito em cima da hora. Já nos anos transactos verificou-se isso nos Destino Açores. Reservas muito em cima da hora. Acredita que se vai voltar aos anos de ouro do turismo açoriano? As crises são cíclicas. O turismo nos Açores ainda tem muito para dar. Temos um excelente produto, somos um excelente destino para férias. Temos ainda algum caminha a trilhar, mas vamos no bom caminho. Isto há-de melhorar.

Fonte: http://www.correiodosacores.net/index.php?mode=noticia&id=31800




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