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SPEA apela a medidas urgentes para promover caça sustentável

Segunda-Feira, dia 28 de Novembro de 2011

A Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) apelou ao Governo dos Açores para adotar medidas urgentes que conduzam a uma caça sustentável, entre as quais proibir o uso de munições com chumbo nas zonas húmidas.

"Os Açores são um dos poucos territórios europeus que ainda não baniu a caça com munições de chumbo nas zonas húmidas, colocando em risco as populações de espécies cinegéticas e a qualidade dos recursos hídricos", alerta uma carta aberta que a SPEA dirigiu ao executivo açoriano.
A medida visa erradicar o problema do saturnismo, que se traduz no envenenamento de aves aquáticas com chumbo, em resultado do uso de cartuchos com este metal nas zonas húmidas onde vivem aquelas aves.
Na carta aberta endereçada a Noé Rodrigues, secretário regional da Agricultura, a presidente da SPEA, Clara Ferreira, defende ainda a suspensão da casa aos patos nos Açores, o que permitira também contribuir para acabar com o uso de munições com chumbo.
"A interdição da caça aos patos permitiria resolver em grande parte os problemas relacionados com o saturnismo e aliviava a perturbação nas poucas zonas húmidas açorianas, beneficiando a conservação e o turismo de natureza", defende a presidente da SPEA.
A criação de um sistema de monitorização das populações de codorniz e narceja, semelhante ao que existe para a galinhola, tornar públicas as estatísticas de abate anual destas espécies cinegéticas e proibir a caça junto aos trilhos pedestres e a áreas protegidas para as aves são outras medidas defendidas neste documento.
"A SPEA acredita que só estando na linha da frente da defesa das espécies cinegéticas e da gestão responsável deste recurso poderemos garantir que no futuro se possa continuar a caçar", refere a carta aberta, acrescentando Clara Ferreira que os Açores podem posicionar-se "na vanguarda dos territórios europeus em matéria de caça sustentável e conservação da biodiversidade".
Para a SPEA, "a caça é um recurso natural que, gerido de uma forma sustentável, pode trazer benefícios económicos e sociais à escala local e regional", salientando que nos Açores "ainda restam ações por implementar" para uma caça sustentável, nomeadamente no que se refere ao uso de munições com chumbo nas zonas húmidas.
A SPEA alerta ainda para os problemas resultantes da introdução de espécies exóticas, como a perdiz comum e a perdiz cinzenta, frisando que pode contribuir para a extinção de espécies nativas ou para o desequilíbrio das suas comunidades.

Fonte: RTP Açores,

http://ww1.rtp.pt/acores/index.php?article=23937&visual=3&layout=10&tm=10

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