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"Componente essencial" AÇORES COMO REFERÊNCIA NO TURISMO DE NATUREZA

Quarta-Feira, dia 08 de Fevereiro de 2012

A ligação à natureza é uma "componente essencial" do futuro do turismo nos Açores, que se pretende afirmar como uma região de referência nesta área, onde os visitantes possam usufruir das belezas naturais e não apenas observá-las.
"É por aí que temos que caminhar, para tornar os Açores uma região de turismo de natureza que seja uma referência. Temos todas as condições para isso", afirmou ontem Vasco Cordeiro, secretário regional da Economia, na apresentação da VI Bienal do Turismo em Espaço Rural.
Para o secretário regional, esta reunião, que vai decorrer de 18 a 21 de Abril nas Velas, em S. Jorge, permitirá reforçar a forma como o turismo em espaço rural pode contribuir melhor para a "imagem de marca" dos Açores, que é o turismo de natureza.
O turismo em espaço rural representa actualmente cerca de 10 por cento da oferta de camas no arquipélago, disponibilizando mais de um milhar de camas em todas as ilhas, excepto no Corvo.
Este é um nicho de mercado que tem contrariado as quebras que o sector sofreu devido à crise, registando mesmo um aumento da procura.
"A oferta na área do turismo em espaço rural tem vindo a crescer de forma significativa em quantidade e qualidade, existindo ilhas, como o Pico, onde predomina em relação à hotelaria tradicional", salientou.
Vasco Cordeiro frisou que a aposta é "passar de um turismo contemplativo para um turismo mais baseado na experiência".
"Queremos apostar mais na experiência e menos na contemplação, queremos que o turista não observe apenas as belezas dos Açores, mas usufrua dessas belezas", afirmou, acrescentando que esta mudança estratégica permitirá tornar os Açores um "destino turístico mais apelativo".
Para Gilberto Vieira, presidente da Associação de Turismo em Espaço Rural - Casas Açorianas, o principal argumento deste sector é "uma oferta com alma, onde reside a autenticidade açoriana".
"A simplicidade e a autenticidade são as nossas principais características. Damos conforto e proporcionamos um contacto directo com as pessoas e, quem nos procura, é isso que pretende, o convívio com os açorianos", afirmou Gilberto Vieira.
 
 
EDIFÍCIO HISTÓRICO VAI SER RECUPERADO
Uma casa mandada construir no século XVIII por Tiago de Noronha, capitão-mor do então concelho do Topo, em S. Jorge, Açores, vai ser recuperada e transformada num Centro de Dia e ATL da Casa do Povo do Topo.
O conjunto arquitectónico, que também inclui uma ermida do século XVI, mandada erguer pelo genro do primeiro povoador de S. Jorge, e um antigo anexo, está abandonado há mais de quatro décadas, mas também já serviu como externato, asilo e escola primária.
No lançamento da primeira pedra da obra de requalificação, orçada em mais de 600 mil euros, o presidente do Governo dos Açores, Carlos César, destacou a importância da recuperação desta "edificação histórica", que está classificada como imóvel de interesse público.
"Aqui funcionarão espaços de acolhimento abertos a todas as gerações, promovendo a familiaridade, a ocupação útil das pessoas e proporcionando a disponibilização de um conjunto de serviços de atendimento e de acção social e cultural", afirmou, acrescentando que será também montada uma exposição permanente que vai contar aos visitantes a história da vila do Topo.
Na sua intervenção, Carlos César recordou os investimentos feitos pelo executivo nesta zona da ilha de S. Jorge, admitindo que falta apenas concretizar "uma obra mais profunda", que é o porto de pescas.
"Importa continuar a dotar a vila de boas condições de vida e de fixação das pessoas, considerando a quebra populacional que sucedeu ao sismo de 1980 e evitando que ela se acentue até níveis irreversíveis", frisou.
Carlos César destacou depois a importância que o executivo regional atribui à protecção social, frisando que são actualmente apoiadas cerca de 250 instituições, envolvendo um financiamento anual superior a 50 milhões de euros.
Relativamente a S. Jorge, frisou que, nos últimos 15 anos aumentou em quase 50 por cento a capacidade dos equipamentos dirigidos à infância e juventude, em mais de um terço o número de equipamentos destinados à terceira idade e em 87 por cento a capacidade de resposta destinada às pessoas com deficiência.
 
 
REALIDADE ORÇAMENTAL "MUDOU AS PRIORIDADES"
O Conselho de Ilha de S. Jorge considera que o Governo dos Açores não cumpriu muitos dos compromissos que assumiu com a ilha, mas Carlos César alegou que a nova realidade orçamental “mudou as prioridades”.
“Não esperamos que o governo faça mais do que aquilo que se comprometeu a fazer em S. Jorge”, afirmou João Oliveira, presidente do Conselho de Ilha, recordando que os memorandos enviados ao governo nos últimos quatro anos “continuam actuais, excepto no reduzido número de obras realizadas”.
Por essa razão, para a reunião de 2ª feira com o executivo regional, a última desta legislatura, em vez de apresentar uma “lista de obras por fazer”, o Conselho de Ilha pediu ao governo para dizer “o que pretende fazer até ao fim da legislatura”, que ocorrerá em Outubro.
A reunião foi, por isso, preenchida em grande parte com os membros do executivo açoriano a apresentarem as principais obras realizadas em S. Jorge.
Na sua intervenção inicial, Carlos César destacou a importância das reuniões com o Conselho de Ilha no quadro das visitas estatutárias, que servem para “recolher sensibilidades e corrigir trajectórias”, mas frisou que não se pode esperar mais este ano por ser o último da legislatura.
“A região não começa de quatro em quatro anos, da mesma forma que a realidade também não aparece de quatro em quatro anos, surge quando menos se espera”, frisou, salientando os efeitos não esperados da actual crise.
Nesse sentido, referiu que “a realidade orçamental mudou as prioridades”, que estão agora centradas no “apoio às empresas e às famílias carenciadas”.
“Adiamos uma estrada para apoiar uma empresa ou adiamos um empreendimento habitacional se for preciso apoiar uma família em risco”, frisou Carlos César.

O presidente do Governo dos Açores afirmou que “não há disponibilidade para grandes gastos”, mas destacou que os Açores “não estão na mesma situação que a Madeira, que teve que suspender todas as obras públicas”.

Fonte: A União,

http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=26949




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