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Marca "Artesanato dos Açores" inclui bolos Dona Amélia

Sexta-Feira, dia 10 de Fevereiro de 2012

A marca coletiva de certificação "Artesanato dos Açores" passa a incluir os bolos Dona Amélia, da Terceira.
De acordo com uma portaria da secretaria regional da Economia, publicada ontem, "feita a pesquisa histórica e análise do mercado, entende-se estabelecer os benefícios da certificação dos produtos artesanais na doçaria regional, distinguindo algumas produções de cariz tradicional de várias ilhas, como as queijadas de Vila Franca do Campo, da ilha de São Miguel, os bolos Dona Amélia, da ilha Terceira, as queijadas da ilha Graciosa e as espécies da ilha de S. Jorge, constituindo um importante legado na cultura açoriana".
Até agora, a marca "Artesanato dos Açores" abrangia os bordados, as rendas, a tecelagem, o miolo de figueira, os registos do Senhor Santo Cristo dos Milagres, os bolos lêvedos e a escama de peixe.
Um anexo à portaria lembra que "designada pelos navegadores portugueses por ilha de Jesus Cristo, a ilha Terceira, sede da Capitania Geral dos Açores, escala das naus das Américas e da Índia, nos sécs XV e XVI desempenha importante papel na navegação, como porto de escala para as naus que traziam ouro, prata e as preciosas especiarias".
"No início do séc. XX, a 4 de julho de 1901 os Reis de Portugal, Suas Majestades D. Carlos e Dona Amélia vieram à ilha, as gentes da Terceira ofertaram-lhes os bolos melhores da rondura do seu horizonte e um bolo local, passou a chamar-se em sua honra, Bolo Dona Amélia", é relatado.
"Inicialmente os bolos eram confecionados sob a forma de um bolo pequeno. Atualmente chamam-se "Donas Amélias", designação mais usada e conhecida no arquipélago dos Açores", fica-se ainda a saber.
A marca "Artesanato dos Açores" destina-se a certificar a origem dos produtos e a sua qualidade e a sua titularidade pertence ao Centro Regional de Apoio ao Artesanato (CRAA).
Recorde-se que uma proposta de reforma do sistema de incentivos para o setor ao artesanato, elaborada pelo Governo Regional, prevê apoios num montante anual de 500 mil euros.
"A reforma proposta vai permitir mais formação para os artesãos, mais investimento nas unidades de produção artesanal, o fomento à participação em feiras e um aumento significativo dos apoios que reforma o caráter empresarial que esta atividade pode assumir", afirmou a este respeito Vasco Cordeiro, secretário regional da Economia. Este frisou ser "muito importante manter a preservação dos saberes e o seu cunho tradicional", mas defendeu que "também é possível contribuir para dar um cunho mais empresarial a esta atividade".

 

 

 

 

Fonte: Diário Insular,

http://www.diarioinsular.com/




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