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Cento e vinte observadores de aves visitaram a Praia no ano passado

Quarta-Feira, dia 14 de Março de 2012

Perto de 120 observadores de aves, de 11 nacionalidades (incluindo a portuguesa), visitaram a Praia da Vitória no ano passado. A informação está numa plataforma de simulação apresentada publicamente no âmbito do "Fórum na Praia", um evento que se realizou de oito a onze deste mês.
De acordo com a investigadora Helena Guimarães, a plataforma de simulação sobre as zonas húmidas da Baía da Praia da Vitória reúne um vasto leque de informação, nomeadamente recolhida no âmbito do projeto de doutoramento que esta desenvolve desde 2009 até ao presente ano. "Pode ser consultado o historial do projeto e verificados os indicadores da atividade de observação de aves na baía da Praia da Vitória. Chegamos, por exemplo, à conclusão de que o número de observadores de aves tem aumentado significativamente ao longo dos últimos anos", adiantou.
As zonas mais visitadas pelos interessados na observação de aves são a Pedreira do Cabo da Praia, o Paul da Praia da Vitória, bem como a zona do Belo Jardim e toda a zona da marginal.
Segundo a investigadora da Universidade dos Açores a intenção é disponibilizar a plataforma de simulação na Internet, para ser descarregada por todos os interessados. O passo deve acontecer até ao final deste mês.

Valor ambiental
Ainda de acordo com Helena Guimarães, para além dos indicadores de natureza económica, a plataforma de simulação incide sobre medidas de gestão para as zonas húmidas, que podem potenciar a quantidade de tempo que os observadores de aves estão dispostos dispender.
"De uma forma geral, estamos a falar de melhorar as condições que se verificam nos diversos locais, a nível ambiental, ecológico. Chegámos à conclusão que a não existência de infraestruturas de observação, como observatórios, não tem tanto impacto em termos da vinda de observadores de aves. O que realmente tem peso são medidas para melhorar as condições ambientais, que propiciam um maior aparecimento de aves nestes locais", afirmou a DI.

O Fórum
O "Fórum na Praia" decorreu entre oito a 11 deste mês, concentrando a maioria das atividades no passado fim de semana. Em causa esteve um evento organizado pelo Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores e financiado pela Direção Regional da Ciência e Tecnologia, que lançou atividades colocadas no terreno em parceria com diversas entidades.
De acordo com Helena Guimarães, as atividades registaram, no total, a participação de cerca de 70 pessoas.
"As atividades mais procuradas foram o Curso de Formação em Participação Pública, o Cursos de Formação em Observação de Aves dos Açores e o Passeio Pedestre liderado pela Associação os Montanheiros. Devido ao tempo instável as atividades marinhas foram adiadas para breve, quando o tempo estiver mais ameno. Os grupos de identificação foram, em relação às restantes atividades, as atividades com menos sucesso. O conceito é novo e é necessário tempo para as pessoas validarem o interesse e satisfação destas atividades", é adiantado,  já em comunicado de imprensa.
"A plataforma de simulação sobre as zonas húmidas da Baía da Praia da Vitória foi bem recebida pelos diversos intervenientes, preocupados com o futuro destas zonas. Esta promoveu uma discussão baseada em dados científicos com significado e utilidade", é ainda assinalado.
"A exposição fotográfica patente na Academia da Juventude foi igualmente um sucesso e as solicitações para estar presente em outros locais são visíveis. O maior interesse desta exposição encontra-se na sua génese. Durante cerca de três semanas o contacto pré-estabelecido com a investigadora Helena Guimarães e a comunidade de observadores de aves da Terceira foi reativado Desta vez a solicitação, não foi a resposta a um questionário mas, foi a doação de uma imagem com uma mensagem que cada indivíduo quer transmitir. Esta comunidade caracteriza-se por ser bastante ativa na defesa do meio ambiente e participativa, como tal, em menos de três semanas foram doadas 27 imagens e comentários", é ainda avançado.

 

 

 

 

Fonte: Diário Insular,

http://www.diarioinsular.com/

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