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Arrancam hoje TOURADAS À CORDA MOVIMENTAM ECONOMIA DA ILHA TERCEIRA

Terça-Feira, dia 01 de Maio de 2012

No mês de Maio realizam-se mais de duas dezenas de touradas à corda na ilha Terceira, nos Açores, uma tradição que movimenta milhares de pessoas e tem um impacto significativo na economia local.

A época tauromáquica do ano passado contou com 257 touradas à corda, realizadas entre Maio e Outubro, estimando José Henrique Pimpão, aficionado e observador desta manifestação popular, que, apesar da crise, pelo menos as corridas tradicionais se mantenham este ano.

"As touradas tradicionais, em geral, não falham, porque toda a gente contribui", afirmou este aficionado, em declarações à Lusa, recordando que são 119 as corridas enquadradas nesta categoria, normalmente associadas às festas em honra do Espírito Santo ou do padroeiro da freguesia em que se realizam.

José Henrique Pimpão, que chega a assistir a duas corridas no mesmo dia, não consegue explicar o gosto dos terceirenses pela festa brava, considerando que "está no sangue" e que o amor pelo touro está "entranhado" desde o início do povoamento.

Apesar de ninguém pagar para assistir a uma tourada à corda, estas manifestações tauromáquicas populares movimentam a economia da Terceira, nomeadamente através das tascas montadas no arraial, da comida que é comprada para colocar nas mesas e até dos DVD com os melhores momentos das touradas que são vendidos posteriormente.

José Henrique Pimpão defendeu, no entanto, que o impacto na economia local poderia ser maior se a promoção turística fosse feita através da criação de um "cabaz turístico que incluísse a tourada à corda", a vender nas agências de viagem do continente.

O aumento do valor das licenças necessárias para realizar uma tourada à corda está a fazer com que a população abandone as comissões de festas, salientando este aficionado que actualmente os ganadeiros, cerca de duas dezenas na ilha, já recebem menos do que o valor total das licenças.

O seguro, a deslocação de agentes da PSP e de um fiscal da autarquia, o transporte dos animais e as licenças da Câmara Municipal e de foguetes chegam a custar mais de 1.000 euros, afirmou José Henrique Pimpão, recordando que a licença de foguetes, por exemplo, aumentou de 5,28 euros para 101,40 euros.

José Henrique Pimpão lamentou que se cheguem a realizar quatro ou cinco touradas no mesmo dia, considerando que isso prejudica a qualidade do espectáculo, uma vez que a população acaba por se concentrar no local com melhores touros, ficando os restantes sem público e sem alguém que 'brinque' com os animais.  

 

ATÉ 15 DE OUTUBRO

A época tauromáquica da ilha Terceira arranca terça-feira com as típicas touradas à corda, prolongando-se até 15 de Outubro, com um calendário que chega a incluir cinco corridas no mesmo dia.

Para o primeiro dia da nova época estão agendadas três touradas à corda, uma manifestação tauromáquica típica da ilha Terceira, que atrai milhares de pessoas, entre residentes e turistas.

As touradas à corda decorrem na rua, sendo o perímetro delineado com riscos brancos no chão, que indicam até onde o touro pode ir, acomodando-se os espectadores em muros e varandas devidamente tapados com protecções de madeira para impedir as investidas do animal.

O espectáculo começa às 18:30 no Verão, sendo antecipado à medida que os dias vão ficando mais curtos, mas a festa arranca logo de manhã com a escolha dos touros no campo, onde são realizados almoços ao ar livre, muitas vezes acompanhados por música e brincadeiras com bezerras nos 'tentaderos' dos ganadeiros.

Algumas horas antes da tourada, os quatro touros escolhidos são colocados em gaiolas de madeira, sendo o transporte para o local da corrida seguido por uma caravana de carros enfeitados com hortênsias, uma planta abundante no interior da ilha.

Às 18:30 é lançado o foguete que anuncia o início da tourada, altura em que o animal sai da gaiola, depois de lhe ter sido amarrada uma corda ao pescoço e de lhe serem colocadas bolas nas pontas dos chifres.

Para que o touro não ultrapasse as linhas que delimitam o arraial da festa, a corda, que tem entre 90 a 100 metros de comprimento, é agarrada por 'pastores', normalmente entre sete a dez, divididos em dois grupos.

Figura importante são os 'capinhas', que 'atiram um passo' ao touro, provocando a investida do animal com guarda-chuvas abertos e camisolas, que substituem as capas utilizadas nas praças de touros.

Qualquer um se pode arriscar a 'brincar' com o touro, fazendo-o apenas por gosto, uma vez que não existem 'capinhas' pagos, da mesma forma que ninguém paga bilhete para assistir ao espectáculo.

Tradicionalmente, as mulheres ficam nas varandas, enquanto os homens passeiam pelo arraial, fugindo ou trepando muros, portões e postes de electricidade quando o touro se aproxima, sendo os mais destemidos aqueles que não se afastam muito do animal.

O touro não pode estar na rua menos de 15 minutos, nem mais de meia-hora, e o recolher à gaiola é marcado novamente por um foguete.

Nos intervalos entre cada touro, a população aproveita para petiscar nas tascas ambulantes instaladas no local ou nas mesas fartas disponibilizadas por quem mora na zona do arraial.

 No final, a festa prolonga-se nos 'comes e bebes', por vezes acompanhados com música, a que os terceirenses chamam o 'quinto touro'.

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: A União,

 http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=27867

 




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